Dona Maria exibe bolinhos de bacalhau preparados a partir de receita de família (Foto: Daigo Oliva/G1)
A tradição católica pede que não se coma carne vermelha na Sexta-Feira Santa, celebrada nesta sexta-feira (2). Mas o que poderia ser uma restrição ao cardápio, na verdade, abre mais uma opção para quem não está acostumado a criar receitas com carne branca, como é o caso do bacalhau.
Segundo o padre Gustavo Haas, assessor de liturgia da Confederação Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), o costume de evitar a carne vermelha está associado à morte de Jesus. “A carne vermelha lembra a morte de um animal, com o sangue vermelho. Evitamos como forma de respeito à morte de Cristo, que sangrou na cruz”, afirma.
Na casa da “Vó Maria”, como é carinhosamente chamada pelos netos, o bolinho de bacalhau não pode faltar na Páscoa. A família, de origem católica, segue os costumes da religião e aproveita a época para resgatar aspectos da tradição portuguesa. “Ainda menina aprendi essa receita vendo minha avó fazer os bolinhos. Hoje, é um prato obrigatório em datas comemorativas e minhas netas já me ajudam a fazer”, diz Maria Simões, aos 67 anos, que veio para o Brasil aos 13 anos.
A principal dica de Dona Maria é tirar toda a água do bacalhau e da batata, para que o bolinho não se abra na frigideira. “Se a batata estiver úmida, ou o bacalhau, o bolinho não vai dar certo. Por isso é tão importante fazer a receita com a batata asterix, que é mais seca”, afirma.
A receita caseira, tipicamente portuguesa, tem um custo aproximado de R$ 40 e rende cerca de 60 bolinhos.
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