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Carros novos de passeio e de passageiros terão de sair das fábricas emitindo 33% menos poluentes, em média, a partir de janeiro de 2013, no caso dos veículos movidos a diesel (caso dos utilitários, como Picape S10 e Ford Ranger), ou de janeiro de 2014, no caso dos que são movidos a gasolina e álcool. A nova fase do Proconve (Programa de Controle da Poluição do Ar por Veículos Automotores) já foi aprovada pelo Conama (Conselho Nacional do Meio Ambiente). No entanto, vale destacar que os padrões que o país terá em pouco mais de três ou quatro anos estão defasados em relação aos que já vigoram atualmente na Europa e nos Estados Unidos. "Geralmente, estamos uma fase atrás dos europeus e norte-americanos", disse Rudolf Noronha, coordenador do programa de qualidade do ar do Ministério do Meio Ambiente.
A emissão de monóxido de carbono (CO), por exemplo, foi fixada no Brasil em 1,3 g/km (no caso de veículos que pesam até 1.700 quilos) e 2 g/km (no caso de veículos de maior peso), enquanto nos países da União Européia, desde 2005, o limite é 1 g/km (válido para veículos que pesam até 2.610 kg). "Quando a nova fase entrar em vigor, haverá uma redução substancial dos poluentes", disse o ministro do Meio Ambiente Carlos Minc, que anunciou estudos para reduzir as emissões também dos veículos usados, que dominam a frota brasileira.
A Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) afirmou que os novos limites e prazos serão cumpridos. "Não vejo nenhum problema", disse o Presidente da comissão de energia e meio ambiente da Associação, Henry Joseph Júnior. Já a Petrobras informou, em nota, que atenderá "tanto o fornecimento do óleo diesel quanto da gasolina", de acordo com as especificações já definidas pela agência reguladora para a fase de testes. O Conama reativou a comissão que vai acompanhar a implantação do novo padrão. O objetivo é evitar o descumprimento dos novos limites, como ocorreu no ano passado com a resolução que tratava da emissão de poluentes por veículos pesados movidos a diesel.
Um estudo divulgado na semana passada pelo Ministério do Meio Ambiente mostrou que houve um aumento de 56% das emissões de gás carbônico no setor de transportes nos últimos 13 anos. O problema da poluição atmosférica gera diversos problemas para a saúde do ser humano. De acordo com Jaime Rocha, infectologista do Curitiba Santa Casa / DASA, doenças respiratórias como a bronquite, rinite alérgica, alergias e asma levam milhares de pessoas aos hospitais todos os anos. "Diversas pesquisas realizadas nos últimos anos têm relacionado o aumento de doenças respiratórias à emissão de gás carbônico. Por isso, estudos epidemiológicos indicam que a possibilidade de diminuição dos riscos ocorre se os parâmetros de qualidade do ar forem atendidos", finaliza.
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