Conheça a "nova" Fórmula 1 Novos carros, novos pilotos, novas equipes e novo regulamento. Só uma coisa não muda nunca: a emoção |

A Federação Internacional de Automobilismo (FIA) anunciou na terça-feira a segunda mudança do sistema de pontuação da Fórmula 1 desde o fim da temporada 2009, após a comissão responsável pela categoria (formada pela própria FIA, pelas equipes – Fota – e pelos donos dos direitos comerciais da categoria – leia-se Bernie Ecclestone), ratificar a alteração. A partir deste ano, o vencedor passará a receber 25 pontos; o segundo, 18; o terceiro, 15; o quarto, 12; o quinto, 10; o sexto, 8; o sétimo, 6; o oitavo, 4; o nono, 2; e, finalmente, o décimo terá um. A novidade, pelo menos, valorizou a vitória, mas ainda acho que está muito exagerada.
Acho que uma mudança mais simples seria mais indicada. A Associação das Equipes (Fota) sugeriu, no início de 2009, uma alteração menos complexa. A pontuação mudaria apenas para o primeiro colocado, que passaria a receber 12. Os outros sete recompensados permaneceriam quase inalterados: 9, 7, 5, 4, 3, 2 e 1. No entanto, por causa da briga política entre a FIA de Max Mosley e a Fota, a sugestão foi esquecida e o ex-presidente da FIA lançou o critério do número de vitórias, derrubado posteriormente.
Como já disse neste post aqui, acho que tudo na Fórmula 1 tem que despertar desejo. Chegar na categoria, se manter nela, pontuar, vencer, conquistar um título. Tudo isso tem de ser conquistado com muito esforço. Além disso, ela tem de ser algo único no automobilismo. A F-1 é elitista por natureza. Concordo com as medidas para redução de custos (menos a restrição de testes) e com a aproximação com tecnologias ecológicas. Mas “popularizar” a distribuição de pontos não é um caminho bem-sucedido, na minha opinião.
Outra coisa: mudar o regulamento – principalmente o esportivo – da Fórmula 1 todo ano é prejudicial à categoria. Chega uma hora em que o fã fica perdido, sem saber como será a pontuação ou as punições dentro de uma corrida. Alterações técnicas são bem-vindas, desde que sirvam para manter a F-1 como desenvolvedora de tecnologia, algo que o público sempre aprecia. Por isso, a restrição de testes é nociva.
A FIA também confirmou mais mudanças para 2010: haverá uma redução do número de jogos de pneus de pista seca de 14 para 11. Além disso, os pilotos que participarem do Q3 serão obrigados a usar o mesmo pneu no início da corrida. Para 2011, a FIA baniu o difusor duplo, lançado pela Brawn GP no ano passado. Além disso, a altura máxima de cada peça será reduzida de 175mm para 125mm, com apenas um elemento permitido.

24 – Timo Glock (ALE) 25 – Lucas di Grassi (BRA) * Números sujeitos à confirmação da FIA
A primeira temporada da Virgin Racing na Fórmula 1 começou com um mico enorme. A equipe anunciou nas últimas semanas que faria o lançamento do VR-01 em seu site na internet com streaming de vídeo ao vivo. A cerimônia estava marcada para as 8h (de Brasília) desta quarta-feira, mas fracassou. Por causa de algum problema técnico, o vídeo não apareceu e a primeira foto só foi vista na página cerca de 1h30m depois do horário marcado. Para um time que se diz antenado com a tecnologia, seria uma mancha complicada de apagar.
Mas o atraso foi esquecido tão logo a primeira foto do VR-01 foi divulgada pelo time. Além da combinação de cores pouco usuais na Fórmula 1, o vermelho e o preto, o design do carro foi logo apontado como um dos mais belos da temporada 2010. A Virgin desenvolveu seu modelo inteiramente no computador, por meio da Dinâmica Computacional de Fluidos (CFD, em inglês), que simula o fluxo de ar no carro. O uso desta tecnologia pretende substituir o caro e tradicional túnel de vento, usado pela maioria das equipes na F-1.

A tática é louvável, ainda mais em tempos de corte de gastos. Só que um pouco de cautela ainda é necessário com o CFD. Vale lembrar que a Renault, em 2008, disse ter desenvolvido a maior parte de seu carro com o software. E os resultados não foram os melhores, muito pelo contrário. No entanto, a equipe de Nick Wirth, projetista do VR-01, utiliza a tecnologia com muito sucesso em outras categorias. A Wirth Research, responsável pelo chassi da Virgin, desenvolveu o Acura usado na American Le Mans Series com muito sucesso.
A equipe que desenvolveu o projeto optou por soluções simples no carro, mas harmônicas. A asa dianteira tem apenas dois elementos, ao contrário da tendência dos outros times, que têm aerofólios mais complexos. Mas acredito que isso mudará assim que o carro entrar na pista e fornecer as primeiras referências aos engenheiros. O bico ficou no meio do caminho entre o alto da McLaren e o baixo da Mercedes. A parte traseira do modelo ainda precisa de evoluções, mas nada que seja tão dramático em um início de temporada.
A Virgin terá em seus cockpits o alemão Timo Glock e o brasileiro Lucas di Grassi. Das equipes estreantes, parece ser a melhor dupla. Ambos têm um estilo de pilotagem mais conservador e são conhecidos por levar seus carros ao fim das corridas sem problemas, com um bom desempenho. Em sua primeira temporada, este será o fator mais importante para o time, sem dúvidas. O projeto chefiado por Richard Branson e John Booth parece ser o mais sério entre as novatas. Acredito muito em um bom desempenho da Virgin em 2010.
qua, 03/02/10, por Rafael Lopes | categoria Fórmula 1, Lançamentos 2010, Temporada 2010
Retorno bem rodado

Os testes coletivos da Fórmula 1 nunca servem como um parâmetro real de desempenho dos carros. Como não existe um controle oficial sobre as especificações dos modelos, algumas equipes em busca de patrocinadores costumam andar abaixo do peso mínimo exigido pelo regulamento – neste ano, de 620 kg. Outro ponto é que os times mandam os pilotos à pista com cargas diferentes de combustível, dependendo do tipo de atividade pretendida, o que dificulta muito a avaliação dos tempos marcados.
Mas este tipo de atividade serve para avaliar a confiabilidade dos carros. E nesse quesito, nos primeiros dois dias de testes de 2010, realizados no circuito Ricardo Tormo, em Valência, a Ferrari saiu na frente. Com Felipe Massa ao volante, a equipe italiana foi a que deu mais voltas: 227. O brasileiro rodou, ao final desta terça-feira, um total de 909,135 quilômetros sem ter nenhum problema mecânico em seu F10. Para os torcedores do piloto, mais um ponto positivo: ele não sentiu nenhum problema relacionado ao acidente do ano passado e parece estar ainda mais rápido que antes da batida. Nesta quarta, é a vez de Fernando Alonso entrar no cockpit.
Para ter uma ideia real dessa distância, o segundo que mais andou nestes dois dias foi o polonês Robert Kubica, da Renault, com 156,195 quilômetros a menos que Massa. No entanto, o piloto da equipe francesa enfrentou problemas mecânicos na segunda e na terça, algo que não aconteceu com o brasileiro. Já Rubens Barrichello, da Williams, teve seu primeiro dia abortado por um problema no acelerador, mas compensou o revés e deu 177 voltas (708,885 km) no combinado das atividades em Valência, na Espanha.

Na Mercedes, Michael Schumacher teve um desempenho surpreendente no primeiro dia, colocando seis décimos em cima de Nico Rosberg. No segundo dia, o alemão mais jovem se recuperou e superou o tempo marcado pelo heptacampeão na segunda-feira. É sempre bom frisar que os dois podem não ter andado com a mesma carga de combustível, mas o resultado já começa a indicar uma certa preferência – o que é natural, é bom dizer – para o lado de Schumi. Nessas horas, o currículo (e o relacionamento) pesa.
De qualquer forma, como já disse, ainda não dá para fazer um juízo de valor quanto aos tempos marcados. É temerário demais dizer que uma equipe irá bem e outra irá mal baseado somente nos resultados absolutos destes testes. É bom lembrar também que a RBR, vice-campeã de 2009 e que conta com o mago da aerodinâmica Adrian Newey, só lançará seu novo modelo na semana que vem, em Jerez de la Frontera. Apesar do atraso, a equipe austríaca virá forte, com um carro muito bem desenhado.
Confira os resultados combinados dos primeiros dois dias de testes em Valência: 1 – Felipe Massa (BRA/Ferrari) – 1m11s722 (227 voltas) 2 – Kamui Kobayashi (JAP/Sauber-Ferrari) – 1m12s056 (96) 3 – Lewis Hamilton (ING/McLaren-Mercedes) – 1m12s256 (108) 4 – Robert Kubica (POL/Renault) – 1m12s426 (188) 5 – Pedro de la Rosa (ESP/Sauber-Ferrari) – 1m12s784 (74) 6 – Nico Rosberg (ALE/Mercedes) – 1m12s899 (158) 7 – Michael Schumacher (ALE/Mercedes) – 1m12s947 (39) 8 – Rubens Barrichello (BRA/Williams-Cosworth) – 1m13s377 (177) 9 – Sebastien Buemi (SUI/STR-Ferrari) – 1m13s823 (126) 10 – Gary Paffett (ING/McLaren-Mercedes) – 1m13s846 (86)
ter, 02/02/10, por Rafael Lopes | categoria Fórmula 1, Temporada 2010, Testes

9 – Rubens Barrichello (BRA) 10 – Nico Hulkenberg (ALE) * Números sujeitos à confirmação da FIA
Sem pompa, a Williams apresentou seu FW32 nesta segunda-feira em Valência, antes do início dos testes coletivos. Ao contrário de suas rivais, a equipe inglesa não realizou uma cerimônia para a imprensa e os fotógrafos, que só puderam ver o novo carro quando ele foi à pista com Rubens Barrichello ao volante. Como já pudemos notar na foto que a revista inglesa “Autosport” publicou na semana passada, o modelo não se assemelha visualmente a nenhum outro deste ano, com o bico bem largo e alto.
Principal equipe que conta com os motores Cosworth, a Williams será a grande privilegiada pela fabricante que retorna à Fórmula 1. No entanto, o propulsor inglês ainda é uma incógnita, já que foi feito a partir do zero. Todos os outros já foram avaliados por pelo menos dois anos. A questão-chave é o consumo, mas a durabilidade também merece atenção, já que cada piloto só poderá usar oito unidades ao longo da temporada. No primeiro dia em Valência, o FW32 teve um problema no acelerador que fez o motor parar.

Com Rubens Barrichello na equipe, um notório bom acertador de carros, e um bom chassi como os dos últimos anos, a Williams poderá crescer bastante nesta temporada. É claro que ainda é muito cedo para avaliar o desempenho de qualquer um nesta pré-temporada, mas a equipe inglesa entra em 2010 com uma confiança que há tempos não era vista por lá. Depois da surpreendente Brawn GP em 2009, nenhum time pode ser descartado. Ainda mais em uma época com tantas mudanças de regulamento.
Além de Barrichello, a equipe vai contar com o novato Nico Hulkenberg em seus cockpits em 2010. O alemão foi campeão da GP2 em 2009 e chega com uma grande expectativa na Fórmula 1. Ele terá o piloto mais experiente da categoria atualmente ao seu lado e poderá aprender bastante com o brasileiro. A dupla da Williams é, sem dúvidas, melhor que a do ano passado, quando apenas Nico Rosberg pontuou. Kazuki Nakajima foi um peso morto. Neste ano, a situação tende a melhorar.

3 – Michael Schumacher (ALE) 4 – Nico Rosberg (ALE)
Após a apresentação da pintura prateada na semana passada, a Mercedes finalmente lançou seu modelo W01 nesta segunda-feira, em Valência, na Espanha. O carro tem várias diferenças facilmente vistas, como os “chifres” – ou bico em V – lançado pela RBR no ano passado. Mas a aposta em um trem dianteiro mais baixo do que os das rivais continua lá, assim como o vitorioso modelo BGP001 da precursora Brawn GP em 2009. A asa colocada na frente do carro é nada mais que uma evolução da usada no ano passado.
Lançado pela equipe no ano passado, o difusor duplo continua sendo um dos principais pontos do carro. A peça, escondida no momento das fotos oficiais, foi revelada quando os testes foram iniciados. E ela nada mais é que uma evolução da usada com sucesso no ano passado, que causou toda a reviravolta no desenvolvimento das equipes rivais em 2009. O time terá menos vantagem do que no último campeonato, mas a experiência com o aparato pode lhe dar uma vantagem competitiva em 2010.

A excelente refrigeração do motor Mercedes fez com que a equipe diminuísse muito a entrada de ar colocada acima do capacete dos pilotos no carro. Além de menor, ela parece ser mais achatada do que no ano passado, acompanhando a maior largura do local na carenagem ocasionada pela adoção do tanque maior de combustível. Os elementos aerodinâmicos colocados ao lado do cockpit são bem parecidos com os usados no ano passado e ajudam a diminuir a turbulência causada pelas rodas dianteiras do carro.
As laterais do W01 também são arredondadas, assim como as do BGP001, para ajudar a direcionar o fluxo de ar para o difusor duplo colocado na traseira do carro. Ou seja, o modelo usa a maioria dos conceitos de sucesso do ano passado da Brawn GP e adota outros bem-sucedidos de times rivais. Com Michael Schumacher e Nico Rosberg ao volante do novo Mercedes, a equipe de Ross Brawn espera também que os resultados sejam, pelo menos, iguais aos obtidos com Button e Barrichello no ano passado.
seg, 01/02/10, por Rafael Lopes | categoria Fórmula 1, Lançamentos 2010, Temporada 2010

16 – Sebastien Buemi (SUI) 17 – Jaime Alguersuari (ESP) * Números sujeitos à confirmação da FIA
A STR foi a primeira das três equipes da Fórmula 1 a apresentar seu novo carro nesta segunda-feira no circuito Ricardo Tormo, em Valência. O STR5 é o primeiro modelo do time desenvolvido de forma independente da coirmã RBR, pelo menos no discurso de seus dirigentes. Para ver se isso realmente procede, precisaremos esperar até a próxima semana, quando a equipe de Adrian Newey lançará o RB6 em Jerez de la Frontera, também na Espanha, na segunda sessão de testes coletivos da Fórmula 1 em 2010.
A equipe manteve a mesma dupla de pilotos do fim da temporada passada, com Sebastien Buemi e Jaime Alguersuari. A STR tinha mostrado uma boa evolução no fim de 2009, principalmente com o suíço. O espanhol, que entrou no lugar do demitido Sebastien Bourdais, foi jogado na fogueira mas não fez feio. Sem ter testado seriamente um carro de Fórmula 1 antes de sua estreia, no GP da Hungria, em Hungaroring, ele não cometeu erros graves e foi constante nas últimas corridas. Merece a segunda chance.

O carro é, claramente, uma evolução do modelo do ano passado, ainda desenvolvido em conjunto com a RBR. Ele conta, por exemplo, com a barbatana de tubarão integrada à asa traseira, lançada por Adrian Newey em 2009. O bico também se assemelha muito ao modelo mais largo usado pela RBR a partir do GP da Inglaterra. Os “chifres”, seção em V pouco à frente do cockpit também está presente no modelo de 2010.
Já as laterais do carro seguem o desenho suave do modelo do ano passado, apenas um pouco mais robustas por causa do maior tanque de combustível desta temporada, por causa do fim do reabastecimento. Os espelhos retrovisores permanecem nas estruturas aerodinâmicas colocada ao lado do cockpit, pouco à frente das entradas de ar para os radiadores. Em suma, a STR apostou na continuidade para dar um salto nesta temporada. Será que vai dar certo?.
seg, 01/02/10, por Rafael Lopes | categoria Fórmula 1, Lançamentos 2010, Temporada 2010

11 – Robert Kubica (POL) 12 – Vitaly Petrov (RUS) * Números sujeitos à confirmação da FIA
O R30, carro da Renault para a temporada 2010 da Fórmula 1, foi apresentado com um certo ar de nostalgia no circuito Ricardo Tormo, em Valência, na Espanha. Após a maioria das ações da equipe ter sido vendida para o empresário Gerard Lopez, do grupo Genii, o time voltou a usar suas cores tradicionais: o amarelo e o preto, marca registrada de seus modelos em sua primeira passagem na categoria, nas décadas de 1970 e 1980. A pintura também signfica uma ruptura com os vexames dos últimos anos, capitaneados por Flavio Briatore, ex-chefe do time francês.
Desde o carro de 2006, com uma pintura que misturava o azul-claro com o amarelo da montadora, o esquema de cores da Renault não agradava. A fase que contou com o ING como patrocinador principal marcou um show de cores destoantes na carenagem, algo que parece ter sido finalmente encerrado. O modelo deste ano parece mais elegante do que o do ano passado, que tinha a parte dianteira quadrada ao extremo. As linhas foram suavizadas e o bico é mais baixo do que o adotado pela maioria dos concorrentes nos carros até agora.

A apresentação da Renault ajudou a comprovar que a peça-chave desta temporada, mais uma vez, será o difusor duplo. Assim como suas rivais, a equipe francesa cobriu a peça em sua apresentação, para evitar flagrantes mais indiscretos. No entanto, começaremos a ver esta parte do carro com mais detalhes a partir de segunda-feira, quando todos os presentes (Ferrari, McLaren, Mercedes, Renault, Williams, STR e Sauber) a Valência irão à pista. Mas o modelo R30 não parece ser uma ruptura com o R29 e sim uma evolução.
Sobre os pilotos, além do polonês Robert Kubica, ex-BMW Sauber, a equipe francesa confirmou o russo Vitaly Petrov, vice-campeão da GP2 em 2009. O piloto traz uma boa verba de patrocinadores do país e ganhou a disputa contra outros pilotos pagantes. Fica claro que a Renault apostará todas as suas fichas em Kubica, apesar do novato ter mostrado valor na temporada passada da categoria de acesso à Fórmula 1. Resta ver como será o desempenho do russo em um carro mais exigente e potente.

26 – Pedro de la Rosa (ESP) 27 – Kamui Kobayashi (JAP) * Números sujeitos à confirmação da FIA
A Sauber (ou BMW Sauber?) apresentou seu carro, o C29, neste domingo em Valência, na Espanha. Mas acho que todo mundo ficou com uma estranha sensação quando viu o modelo. Além das linhas, digamos, diferentes, o carro contará com motores Ferrari, apesar de manter o BMW no nome. A intenção da equipe é manter, claro, a verba a que teria direito pelo sexto lugar no campeonato de 2009. Até o esquema de cores do ano passado foi mantido, com apenas a troca do azul pelo preto nas laterais.
Outro detalhe: apesar de anunciar vários parceiros no último mês, a carenagem tinha apenas a marca da Bridgestone, fornecedora de pneus oficial da categoria. Na tampa do motor, que conta com a barbatana de tubarão em formato tradicional, sem se ligar ao aerofólio traseiro, apenas o nome e as bandeiras dos países de sua dupla de pilotos: Kamui Kobayashi e Pedro de la Rosa. Segundo Peter Sauber, o dono do time, o desenvolvimento deste projeto não foi abandonado mesmo durante o período de incertezas sobre a participação na temporada 2010 da Fórmula 1.

Sobre o carro, o bico tem um desenho bastante afilado e alto, diferente de todos os que já vimos até agora. Ele pouco se assemelha ao do modelo do ano passado, que tinha um aspecto mais robusto. Essa impressão foi diminuindo ao longo de 2009, com os novos pacotes aerodinâmicos do time, mas o modelo de 2010 rompe com esta estética. As laterais do carro, apesar do tanque de combustível maior, se parecem muito com o desenho adotado pela Brawn GP na temporada passada, inclusive com as estruturas aerodinâmicas.
No entanto, a equipe de Peter Sauber poderá pedir à Federação Internacional de Automobilismo (FIA) para mudar o nome do time, mas todas as outras precisam aprovar o pedido, assim como já aconteceu com a Mercedes, que comprou a Brawn GP. Os números de pilotos ainda não estão confirmados, mas Kamui Kobayashi e Pedro e la Rosa poderão ficar com os últimos números da lista. Vale lembrar que a BMW, no ano passado, não fez sua inscrição dentro do prazo, o que acarretaria na perda da ordem de inscrição. Mas ainda teremos de aguardar a confirmação da FIA.

1 – Jenson Button (ING) 2 – Lewis Hamilton (ING)
A McLaren, equipe queridinha dos ingleses em 2010 por ter Jenson Button e Lewis Hamilton como seus pilotos, lançou nesta sexta-feira o MP4/25, seu carro para esta temporada da Fórmula 1. E desde a primeira foto, que vazou cerca de meia hora antes da apresentação, o modelo impressionou pelas linhas arrojadas, que o deixaram com uma aparência agressiva e, ao mesmo tempo, elegante. O design tem pouquíssimas semelhantes com o do ano passado, que começou o ano mal e, após algumas evoluções e muito trabalho dos engenheiros do time, recuperou o terceiro lugar no Mundial de Construtores.
Uma das partes que mais impressiona no carro é a barbatana de tubarão que começa na tampa do motor e se junta ao aerofólio traseiro. A peça é semelhante à que a RBR lançou no ano passado, mas é o único traço do carro que lembra o de outros times. Fiquei impressionado com as soluções usadas pelos projetistas da McLaren, que conseguiram fugir dos estereótipos dos modelos que deram certo em 2009, como a Brawn GP e a RBR. A traseira é linda, com uma solução harmoniosa para a saída do escapamento, toda carenada.
Assim como a Ferrari, que lançou seu carro na quinta, a McLaren é outra equipe que precisa de resultados urgentes, após a temporada ruim em 2009. A aposta em dois campeões do mundo – Button e Hamilton – também é válida, mas o time precisa tomar cuidado com a harmonia entre eles. Apesar dos discursos de paz de ambos, a situação pode esquentar muito se eles disputarem o campeonato. Como Lewis foi criado na equipe, ela tende a favorecê-lo. Foi assim em 2007, quando ele teve Alonso como companheiro e ainda era novato.

Mas voltando a falar do carro, a asa dianteira é muito refinada em termos aerodinâmicos. As aletas laterais, chamadas de endplates, são bastante complexas e causaram, ao menos para mim, a mesma boa impressão que as da Brawn GP no ano passado. Comparadas às da Ferrari, têm muito mais opções de acerto. A parte frontal, próxima ao bico, não conta com os “chifres” que se tornaram marca registrada do projeto de Adrian Newey para a RBR em 2009. Pelo contrário: o trecho da carenagem entre as rodas dianteiras é plano, sem invenções. Se algumas soluções do MP4/25 foram radicais, em outras os projetistas foram conservadores.
O MP4/25 só irá
|
| Fonte: Blog Voando Baixo - globoesporte.com - G1 - 04/02/2010 |
|
Enviar para um amigo - Voltar |
| |
|